Carta da Gestão - Setembro 2026
Nos #EUA, a atividade econômica demonstrou maior resiliência do que o esperado, com revisões positivas do PIB e recuperação na criação de empregos. Entretanto, o consumo avançou acima da renda disponível e o setor imobiliário continuou enfraquecido. A persistência inflacionária, somada à escalada das tensões no Oriente Médio e à alta dos preços de energia, levou o Federal Reserve a elevar os juros para o intervalo de 3,75% a 4,00%.
Na #China, a produção industrial voltou a ganhar força, impulsionada pelos setores de alta tecnologia, enquanto o consumo interno e os investimentos permaneceram frágeis. O fim da deflação industrial foi impulsionado principalmente pelo aumento dos custos de commodities e energia, sem indicar uma recuperação consistente da demanda doméstica. Nesse cenário, o Banco Popular da China manteve as taxas de referência, priorizando a contenção monetária e o apoio fiscal à economia.
Na #ZonaDoEuro, a inflação acelerou para 3,8%, atingindo o maior patamar em dois anos, principalmente em razão da alta dos preços de energia. Apesar da pressão inflacionária, o núcleo permaneceu relativamente controlado, enquanto os indicadores de atividade mostraram maior resiliência. O Banco Central Europeu elevou a taxa de depósito para 2,50%, e a possibilidade de novo aperto monetário até o fim do ano permanece no radar, embora os efeitos sobre o crescimento econômico exijam cautela.
No #Brasil, o alívio recente da inflação mostrou sinais de perda de força, com o fim dos efeitos temporários do bônus de energia e a aceleração dos núcleos e dos serviços subjacentes. A atividade econômica seguiu em desaceleração, enquanto o mercado de trabalho manteve níveis elevados de ocupação, mas com perda de dinamismo nas contratações formais. Diante das expectativas inflacionárias ainda pressionadas e da deterioração fiscal, o cenário aponta para espaço limitado para novos cortes da Selic, com a perspectiva de encerramento do ano entre 13,50% e 13,75% ao ano e os juros de longo prazo ainda condicionados ao prêmio de risco fiscal e eleitoral.




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